Tarso solicitou estudo de viabilidade técnica e jurídica da demanda.
Típico modelo de empreendimento que agrega desde a sua concepção esforços do poder público, empresas e academia para promover a inovação, o Parque Tecnológico São Leopoldo (Tecnosinos) precisa de mais espaço para crescer. E foi atrás disso que representantes da iniciativa se reuniram nesta quinta-feira, no Palácio Piratini, com o governador Tarso Genro.
O Tecnosinos está de olho em uma área de 55 hectares, localizada em São Leopoldo, próxima aos atuais prédios do parque. O terreno pertence à Fundação Zoobotânica do Rio Grande do Sul. Tarso sinalizou positivamente a essa demanda. Ele solicitou apenas que o secretário da Ciência, Inovação e Desenvolvimento Tecnológico, Cleber Prodanov, encaminhe os estudos para analisar a viabilidade técnica e jurídica desse pedido. A área abriga hoje uma plantação de eucaliptos.
De acordo com a diretora de inovação e tecnologia do Tecnosinos, Susana Kakuta, o objetivo é o desenvolvimento com sustentabilidade. "Não vamos trabalhar com destruição e estamos dispostos a implantar medidas de compensação", assegura. O Tecnosinos fez a sua mais recente expansão no início do ano, quando recebeu nove novas empresas. Nos últimos anos, o empreendimento se consolidou a partir da presença de players internacionais como SAP, HCL e, mais recentemente, a HT Micron. Além disso, companhias como Altus e Grupo Meta têm fortalecido a sua atuação no local.
Susana diz que esse novo espaço, caso seja conquistado junto ao governo, abrigará novas e importantes operações. "O Tecnosinos está crescendo em um ritmo acelerado e precisamos desse novo espaço para abrigar projetos importantes que estão sendo negociados", diz Susana.
O governo estadual também pretende estudar um sistema de participação no projeto de forma a estimular a expansão econômica e social do parque tecnológico. O secretário Prodanov revela que a ideia é potencializar a participação do poder público nessas iniciativas. "Queremos apoiar a expansão dos parques atuais e incentivar a criação de novos empreendimentos."
Em breve deverão ser lançados editais disponibilizando novos recursos para esse segmento. "Serão recursos do orçamento e também externos. Estamos tentando engordar esse montante", comenta.
Fonte: Jornal do Comércio.
sexta-feira, 11 de março de 2011
quinta-feira, 10 de março de 2011
Alimentos ficam mais caros e pressionam a inflação, indica FGV
O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) ficou em 0,59% na primeira prévia de março, referente à pesquisa encerrada no último dia 7, segundo o levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV). Essa taxa superou a apurada no fechamento de fevereiro (0,49%).
Dos sete grupos pesquisados, quatro apresentaram elevações. As maiores correções ocorreram no grupo alimentação, cuja taxa média passou de uma alta de 0,12% para 0,54%, com destaque para as frutas ( de -0,42% para 1,46%).
Em saúde e cuidados pessoais, o IPC-S atingiu 0,54% ante 0,41%, sob a influência dos serviços odontológicos (de 0,39% para 0,72%). O grupo habitação teve ligeiro aumento (de 0,58% para 0,59%), puxado pela tarifa de telefone móvel ou celular (de 1,32% para 1,98%).
No grupo vestuário, foi constatado movimento de recuperação de preços, embora a taxa tenha permanecido negativa, com a variação passando de -0,17% para -0,16%. Os calçados, que custavam em média 0,10% menos, subiram 0,11%.
Nos demais grupos ocorreram altas, mas em índices abaixo dos registrados no levantamento anterior. Em educação, leitura e recreação, a taxa passou de 0,44% para 0,26%, com a influência da redução dos índices referentes a cursos preparatórios para provas de vestibular ou concurso público (de 4,62% para 1,31%); em despesas diversas, de 1,49% para 1,08%, com destaque para os cigarros (de 2,68% para 2,04%), e em transportes, de 1,16% para 1,08%. Neste caso, a redução do impacto inflacionário foi provocada pela tarifa de ônibus urbano (de 1,11% para 0,45%).
Os cinco itens que mais pressionaram o IPC-S foram: tomate (de 17,55% para 16,12%); tarifa do metrô (de 4,91% para 7,08%); aluguel residencial (de 0,81% para 0,77%); cenoura (de 14,75% para 16,68%) e empregada doméstica mensalista (de 2,35% para 2,65%).
Já os cinco itens que ajudaram amenizar os avanços de preços foram a alcatra (de -3,03% para -4,22%); o contrafilé (de -4,50% para -5,75%); filé-mignon (de -12,86% para -12,03%); o limão (de -16,96% para -11,49%) e o açúcar refinado (de -2,71% para -2,43%).
Fonte: AgÊncia Brasil.
Dos sete grupos pesquisados, quatro apresentaram elevações. As maiores correções ocorreram no grupo alimentação, cuja taxa média passou de uma alta de 0,12% para 0,54%, com destaque para as frutas ( de -0,42% para 1,46%).
Em saúde e cuidados pessoais, o IPC-S atingiu 0,54% ante 0,41%, sob a influência dos serviços odontológicos (de 0,39% para 0,72%). O grupo habitação teve ligeiro aumento (de 0,58% para 0,59%), puxado pela tarifa de telefone móvel ou celular (de 1,32% para 1,98%).
No grupo vestuário, foi constatado movimento de recuperação de preços, embora a taxa tenha permanecido negativa, com a variação passando de -0,17% para -0,16%. Os calçados, que custavam em média 0,10% menos, subiram 0,11%.
Nos demais grupos ocorreram altas, mas em índices abaixo dos registrados no levantamento anterior. Em educação, leitura e recreação, a taxa passou de 0,44% para 0,26%, com a influência da redução dos índices referentes a cursos preparatórios para provas de vestibular ou concurso público (de 4,62% para 1,31%); em despesas diversas, de 1,49% para 1,08%, com destaque para os cigarros (de 2,68% para 2,04%), e em transportes, de 1,16% para 1,08%. Neste caso, a redução do impacto inflacionário foi provocada pela tarifa de ônibus urbano (de 1,11% para 0,45%).
Os cinco itens que mais pressionaram o IPC-S foram: tomate (de 17,55% para 16,12%); tarifa do metrô (de 4,91% para 7,08%); aluguel residencial (de 0,81% para 0,77%); cenoura (de 14,75% para 16,68%) e empregada doméstica mensalista (de 2,35% para 2,65%).
Já os cinco itens que ajudaram amenizar os avanços de preços foram a alcatra (de -3,03% para -4,22%); o contrafilé (de -4,50% para -5,75%); filé-mignon (de -12,86% para -12,03%); o limão (de -16,96% para -11,49%) e o açúcar refinado (de -2,71% para -2,43%).
Fonte: AgÊncia Brasil.
sexta-feira, 4 de março de 2011
Previdência vai exigir comprovação de vida a todos os beneficiários do INSS
Com a medida, 28 milhões de segurados terão que renovar senhas
O Ministério da Previdência mudou a regra de comprovação de vida para beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e vai exigir o recadastramento para os segurados que recebem os benefícios em conta-corrente e conta-poupança. Até agora, a regra só valia para os que recebiam o pagamento por cartão magnético.
Com a extensão da obrigatoriedade, 28 milhões de segurados terão que renovar senhas e comprovar que estão vivos para continuar a receber os benefícios. A mudança de regra foi definida em uma resolução assinada pelo presidente do INSS, Mauro Rauschild.
As instituições financeiras serão responsáveis pelo recadastramento e repassarão as informações para o banco de dados da Previdência. A renovação das senhas pode ser feita por um representante legal ou pelo procurador do beneficiário legalmente cadastrado no INSS, mas a comprovação de vida deve ser feita pessoalmente.
Nos casos em que o beneficiário não puder ir até o banco - por idade avançada ou problemas de locomoção, por exemplo - o INSS enviará um servidor à sua casa, de acordo com o Ministério da Previdência.
Fonte: AGÊNCIA BRASIL.
O Ministério da Previdência mudou a regra de comprovação de vida para beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e vai exigir o recadastramento para os segurados que recebem os benefícios em conta-corrente e conta-poupança. Até agora, a regra só valia para os que recebiam o pagamento por cartão magnético.
Com a extensão da obrigatoriedade, 28 milhões de segurados terão que renovar senhas e comprovar que estão vivos para continuar a receber os benefícios. A mudança de regra foi definida em uma resolução assinada pelo presidente do INSS, Mauro Rauschild.
As instituições financeiras serão responsáveis pelo recadastramento e repassarão as informações para o banco de dados da Previdência. A renovação das senhas pode ser feita por um representante legal ou pelo procurador do beneficiário legalmente cadastrado no INSS, mas a comprovação de vida deve ser feita pessoalmente.
Nos casos em que o beneficiário não puder ir até o banco - por idade avançada ou problemas de locomoção, por exemplo - o INSS enviará um servidor à sua casa, de acordo com o Ministério da Previdência.
Fonte: AGÊNCIA BRASIL.
Embraer vende 4 jatos modelo 190 para Trip
A Embraer anunciou nesta terça-feira que vendeu quatro jatos modelo 190 para a companhia aérea brasileira Trip. A operação, a preços de tabela das aeronaves, é avaliada em 172 milhões de dólares.
Segundo a fabricante de aeronaves, dos quatro aviões, um já estava na carteira de pedidos firmes do quarto trimestre do ano passado.
Os jatos comprados pela Trip serão configurados em classe única para 110 passageiros. Atualmente a companhia tem uma frota de nove jatos modelo 175 da Embraer, com capacidade para 86 passageiros cada. Além desses aviões, a companhia ainda possui 33 turboélices da francesa ATR.
Com o pedido anunciado nesta terça-feira, as encomendas da Trip por jatos da Embraer somam 24 aviões até 2012. Em 2011, a companhia aérea deve receber nove jatos modelo 190, afirma a fabricante brasileira.
O pedido acontece em meio à contínua expansão do mercado de aviação brasileiro. Na véspera, a TAM, líder do setor no país, anunciou compra de 34 jatos por cerca de 3,2 bilhões de dólares, projetando um crescimento médio anual do mercado doméstico de 9 por cento nos próximos 20 anos. Em novembro passado, a Gol divulgou compra de até 30 Boeings 737-800 por 2,7 bilhões de dólares.
Fonte: Agência Estado.
Segundo a fabricante de aeronaves, dos quatro aviões, um já estava na carteira de pedidos firmes do quarto trimestre do ano passado.
Os jatos comprados pela Trip serão configurados em classe única para 110 passageiros. Atualmente a companhia tem uma frota de nove jatos modelo 175 da Embraer, com capacidade para 86 passageiros cada. Além desses aviões, a companhia ainda possui 33 turboélices da francesa ATR.
Com o pedido anunciado nesta terça-feira, as encomendas da Trip por jatos da Embraer somam 24 aviões até 2012. Em 2011, a companhia aérea deve receber nove jatos modelo 190, afirma a fabricante brasileira.
O pedido acontece em meio à contínua expansão do mercado de aviação brasileiro. Na véspera, a TAM, líder do setor no país, anunciou compra de 34 jatos por cerca de 3,2 bilhões de dólares, projetando um crescimento médio anual do mercado doméstico de 9 por cento nos próximos 20 anos. Em novembro passado, a Gol divulgou compra de até 30 Boeings 737-800 por 2,7 bilhões de dólares.
Fonte: Agência Estado.
Faltam profissionais nos setores aéreo e marítimo
A falta de mão de obra qualificada no Brasil chegou ao mar. Com o crescimento da economia nacional previsto para 4,5% em 2011 mais eventos como Copa do Mundo, em 2014, e Olimpíada, no Rio de Janeiro em 2016, a marinha mercante nacional já enfrenta carência de profissionais. Estudo do Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima (Syndarma) prevê que até 2013 o setor deve contabilizar, só entre os oficiais, cerca de mil postos de trabalho não preenchidos, mesmo com salário inicial entre R$ 8 mil e R$ 9 mil.
A Marinha Mercante é o setor das empresas cujas atividades são o transporte de mercadorias em operações de exportação ou importação ou até mesmo a pesca. Os oficiais são os encarregados do gerenciamento e do comando das atividades e das máquinas da embarcação. Roberto Galli, vice-presidente do Syndarma, afirma que a falta de profissionais tem como principal razão a demanda por causa dos eventos marcados para o País nos próximos cinco anos, caso da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos e também da exploração do petróleo na chamada camada pré-sal. Galli afirma que a carência de oficiais é sentida no valor do salário médio oferecido ao segundo oficial, posto mais baixo do grupo.
Hoje, para iniciar a carreira, a oferta média das companhias fica entre R$ 8 mil e R$ 9 mil, diz o tenente Leonardo Madela, um dos integrantes do Centro de Instrução Almirante Graça Aranha, localizado no Rio de Janeiro. Na Marinha Mercante brasileira, além de 2º oficial náutico e de máquinas, o grupo de oficiais é formado por 1° oficial náutico e de máquinas, pelo imediato e pelo comandante, responsável pela tomada de decisões na embarcação.
Segundo o oficial Madela, os candidatos devem ter entre 17 e 23 anos e segundo grau completo. O vestibular ocorre anualmente, sempre no mês de agosto. Em 2010 foram cerca de 10 mil candidatos para 245 vagas, uma relação de 25 postulantes para cada vaga.
Ele explica que nos últimos dois anos, oficiais do Ciaga têm percorrido cursinhos pré-vestibular do Rio de Janeiro para apresentar a Marinha Mercante como alternativa de carreira. “Em São Paulo, os interessados podem fazer as provas na capital ou em Santos”, observa. O curso dura quatro anos, três de formação teórica, em temas que vão de engenharia a administração, e um ano de formação prática, com atividades em alto-mar em navios da Marinha. Todos os participantes recebem bolsa-auxílio mensal de R$ 700.
O segmento de pilotos de avião e helicóptero também enfrenta problemas de falta de profissionais capacitados. “O número de passageiros cresceu, o que demanda mais aeronaves e pilotos”, afirma André Castellini, diretor da consultoria Bain & Company.
Para Ronaldo Jenkins, diretor do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea), a maior carência está entre os pilotos de táxi aéreo e de aeronaves particulares. “As grandes companhias absorveram mão de obra de empresas que fecharam, como Vasp e Transbrasil, e também repatriaram pilotos brasileiros que estavam no exterior”, afirma o executivo da entidade sindical.
Um dos principais motivos para a carência de pilotos no País é o alto custo da formação, admitem os especialistas. De acordo com estimativas do mercado, para se tornar piloto de táxi aéreo ou jatinhos – com algo entre 30 e 40 horas de experiência de voo – o candidato desembolsa até R$ 28 mil. Para ser um piloto comercial, de grandes companhias aéreas, cuja experiência de voo requerida é de 150 horas, em média, o desembolso chega a R$ 85 mil. O salário inicial médio é de R$ 5 mil.
Fonte: Agência Estado.
A Marinha Mercante é o setor das empresas cujas atividades são o transporte de mercadorias em operações de exportação ou importação ou até mesmo a pesca. Os oficiais são os encarregados do gerenciamento e do comando das atividades e das máquinas da embarcação. Roberto Galli, vice-presidente do Syndarma, afirma que a falta de profissionais tem como principal razão a demanda por causa dos eventos marcados para o País nos próximos cinco anos, caso da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos e também da exploração do petróleo na chamada camada pré-sal. Galli afirma que a carência de oficiais é sentida no valor do salário médio oferecido ao segundo oficial, posto mais baixo do grupo.
Hoje, para iniciar a carreira, a oferta média das companhias fica entre R$ 8 mil e R$ 9 mil, diz o tenente Leonardo Madela, um dos integrantes do Centro de Instrução Almirante Graça Aranha, localizado no Rio de Janeiro. Na Marinha Mercante brasileira, além de 2º oficial náutico e de máquinas, o grupo de oficiais é formado por 1° oficial náutico e de máquinas, pelo imediato e pelo comandante, responsável pela tomada de decisões na embarcação.
Segundo o oficial Madela, os candidatos devem ter entre 17 e 23 anos e segundo grau completo. O vestibular ocorre anualmente, sempre no mês de agosto. Em 2010 foram cerca de 10 mil candidatos para 245 vagas, uma relação de 25 postulantes para cada vaga.
Ele explica que nos últimos dois anos, oficiais do Ciaga têm percorrido cursinhos pré-vestibular do Rio de Janeiro para apresentar a Marinha Mercante como alternativa de carreira. “Em São Paulo, os interessados podem fazer as provas na capital ou em Santos”, observa. O curso dura quatro anos, três de formação teórica, em temas que vão de engenharia a administração, e um ano de formação prática, com atividades em alto-mar em navios da Marinha. Todos os participantes recebem bolsa-auxílio mensal de R$ 700.
O segmento de pilotos de avião e helicóptero também enfrenta problemas de falta de profissionais capacitados. “O número de passageiros cresceu, o que demanda mais aeronaves e pilotos”, afirma André Castellini, diretor da consultoria Bain & Company.
Para Ronaldo Jenkins, diretor do Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias (Snea), a maior carência está entre os pilotos de táxi aéreo e de aeronaves particulares. “As grandes companhias absorveram mão de obra de empresas que fecharam, como Vasp e Transbrasil, e também repatriaram pilotos brasileiros que estavam no exterior”, afirma o executivo da entidade sindical.
Um dos principais motivos para a carência de pilotos no País é o alto custo da formação, admitem os especialistas. De acordo com estimativas do mercado, para se tornar piloto de táxi aéreo ou jatinhos – com algo entre 30 e 40 horas de experiência de voo – o candidato desembolsa até R$ 28 mil. Para ser um piloto comercial, de grandes companhias aéreas, cuja experiência de voo requerida é de 150 horas, em média, o desembolso chega a R$ 85 mil. O salário inicial médio é de R$ 5 mil.
Fonte: Agência Estado.
Selic atinge nível mais alto em dois anos
Copom elevou o juro em 0,50 ponto porcentual nesta quarta-feira, para 11,75% ao ano
Com a presença de dois novos integrantes e duração de quase quatro horas, o Comitê de Política Monetária (Copom) presidido por Alexandre Tombini decidiu elevar pela segunda vez seguida a taxa básica de juros (Selic) em 0,50 ponto porcentual. Com este movimento, a Selic subiu para 11,75% ao ano, nível mais alto em dois anos (no período de final de janeiro a início de março de 2009, a taxa básica estava em 12,75% anuais). A alta dos juros ficou dentro do previsto pela maioria dos analistas do mercado financeiro, embora parte deles considerasse que a taxa deveria subir mais, por conta do nível elevado da inflação e das projeções dos analistas.
O comunicado do BC foi mais curto do que o da reunião passada: "Dando seguimento ao processo de ajuste das condições monetárias, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic para 11,75% ao ano, sem viés". Na reunião anterior, o comunicado mencionava que a elevação dos juros, junto com as medidas macroprudenciais, contribuiriam para convergir a inflação para a trajetória de metas.
Com o aumento na taxa básica, o BC dá sequência ao seu esforço de combate à escalada inflacionária. Mas a dosagem utilizada tem coerência com o discurso recente da própria autoridade monetária de que o controle de preços está tendo ajuda das medidas de aperto no crédito e na oferta de dinheiro da economia (chamada de ações macroprudenciais) e também do reforço na política fiscal - vale lembrar que nessa semana o governo detalhou o corte de R$ 50 bilhões em despesas do orçamento.
O uso dessa dosagem do remédio juros também está relacionado, ainda que implicitamente, à preocupação de não desacelerar demais o ritmo de atividade econômica do País. Há uma grande preocupação no governo de que o crescimento do País não seja muito inferior a 4%, taxa considerada abaixo do potencial de crescimento (para o mercado, em média, o potencial seria de 4,5%, número relativamente alinhado com o pensamento do BC, enquanto para o ministério da Fazenda, a capacidade de crescimento sem inflação estaria em 5%).
Em nota para seus clientes distribuída hoje de manhã, o departamento econômico do Bradesco considerava que a elevação de 0,5 ponto porcentual na Selic se insere em um ação coordenada de política econômica (que inclui um fiscal mais forte e as medidas macroprudenciais) para levar a inflação para o centro da meta (4,5%) em 2012. Além disso, o banco lembrava que já há uma desaceleração em curso da atividade econômica (reforçada pelo dado de hoje mostrando alta de apenas 0,2% na produção industrial de janeiro) e que parte da deterioração da inflação e das expectativas é reflexo do choques nos preços de commodities, que serão acomodados na banda de tolerância da meta, que vai até 6,5%.
O economista-chefe do Banco Cooperativo Sicredi, Alexandre Barbosa, também esperava alta de 0,5 ponto porcentual na Selic, o que mostra um BC de fato atuando contra a alta da inflação. Mas, na visão dele, o quadro de aceleração dos preços e das expectativas inflacionárias demandaria um aperto maior, da ordem de 0,75 ponto porcentual.
Barbosa ponderou que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) está muito alto e as expectativas continuam subindo, colocando em risco inclusive a possibilidade de o teto da meta (6,5%) ser superado neste ano. Além disso, ele avaliou que ainda não há elementos suficientes para se dizer qual a magnitude da desaceleração econômica e tampouco se ela continuará ao longo do ano. Dessa forma, o fato concreto, na visão dele, é que as vendas do varejo e o mercado de trabalho mostram uma demanda muito aquecida que precisa ser contida. E nesse sentido, acredita, uma ação mais forte talvez fosse mais eficiente e até poderia reduzir o tamanho do ajuste total em curso.
Para o economista do Sicredi, a decisão tomada pelo BC mostra que a autoridade realmente aposta na combinação do ajuste da Selic com o aperto fiscal e nas condições de crédito para conter a inflação. Também reforça a percepção de que o órgão não está tão preocupado com a escalada das expectativas para o IPCA, que o BC considera muito contaminada pelos dados correntes de inflação.
Fonte: Agência Estado.
Com a presença de dois novos integrantes e duração de quase quatro horas, o Comitê de Política Monetária (Copom) presidido por Alexandre Tombini decidiu elevar pela segunda vez seguida a taxa básica de juros (Selic) em 0,50 ponto porcentual. Com este movimento, a Selic subiu para 11,75% ao ano, nível mais alto em dois anos (no período de final de janeiro a início de março de 2009, a taxa básica estava em 12,75% anuais). A alta dos juros ficou dentro do previsto pela maioria dos analistas do mercado financeiro, embora parte deles considerasse que a taxa deveria subir mais, por conta do nível elevado da inflação e das projeções dos analistas.
O comunicado do BC foi mais curto do que o da reunião passada: "Dando seguimento ao processo de ajuste das condições monetárias, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic para 11,75% ao ano, sem viés". Na reunião anterior, o comunicado mencionava que a elevação dos juros, junto com as medidas macroprudenciais, contribuiriam para convergir a inflação para a trajetória de metas.
Com o aumento na taxa básica, o BC dá sequência ao seu esforço de combate à escalada inflacionária. Mas a dosagem utilizada tem coerência com o discurso recente da própria autoridade monetária de que o controle de preços está tendo ajuda das medidas de aperto no crédito e na oferta de dinheiro da economia (chamada de ações macroprudenciais) e também do reforço na política fiscal - vale lembrar que nessa semana o governo detalhou o corte de R$ 50 bilhões em despesas do orçamento.
O uso dessa dosagem do remédio juros também está relacionado, ainda que implicitamente, à preocupação de não desacelerar demais o ritmo de atividade econômica do País. Há uma grande preocupação no governo de que o crescimento do País não seja muito inferior a 4%, taxa considerada abaixo do potencial de crescimento (para o mercado, em média, o potencial seria de 4,5%, número relativamente alinhado com o pensamento do BC, enquanto para o ministério da Fazenda, a capacidade de crescimento sem inflação estaria em 5%).
Em nota para seus clientes distribuída hoje de manhã, o departamento econômico do Bradesco considerava que a elevação de 0,5 ponto porcentual na Selic se insere em um ação coordenada de política econômica (que inclui um fiscal mais forte e as medidas macroprudenciais) para levar a inflação para o centro da meta (4,5%) em 2012. Além disso, o banco lembrava que já há uma desaceleração em curso da atividade econômica (reforçada pelo dado de hoje mostrando alta de apenas 0,2% na produção industrial de janeiro) e que parte da deterioração da inflação e das expectativas é reflexo do choques nos preços de commodities, que serão acomodados na banda de tolerância da meta, que vai até 6,5%.
O economista-chefe do Banco Cooperativo Sicredi, Alexandre Barbosa, também esperava alta de 0,5 ponto porcentual na Selic, o que mostra um BC de fato atuando contra a alta da inflação. Mas, na visão dele, o quadro de aceleração dos preços e das expectativas inflacionárias demandaria um aperto maior, da ordem de 0,75 ponto porcentual.
Barbosa ponderou que o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) está muito alto e as expectativas continuam subindo, colocando em risco inclusive a possibilidade de o teto da meta (6,5%) ser superado neste ano. Além disso, ele avaliou que ainda não há elementos suficientes para se dizer qual a magnitude da desaceleração econômica e tampouco se ela continuará ao longo do ano. Dessa forma, o fato concreto, na visão dele, é que as vendas do varejo e o mercado de trabalho mostram uma demanda muito aquecida que precisa ser contida. E nesse sentido, acredita, uma ação mais forte talvez fosse mais eficiente e até poderia reduzir o tamanho do ajuste total em curso.
Para o economista do Sicredi, a decisão tomada pelo BC mostra que a autoridade realmente aposta na combinação do ajuste da Selic com o aperto fiscal e nas condições de crédito para conter a inflação. Também reforça a percepção de que o órgão não está tão preocupado com a escalada das expectativas para o IPCA, que o BC considera muito contaminada pelos dados correntes de inflação.
Fonte: Agência Estado.
Bolsa Família
Governo publica decreto que reajusta os benefícios do Programa Bolsa Família
O Diário Oficial da União publica hoje (2) o decreto presidencial que reajusta os benefícios do Programa Bolsa Família a partir de abril. O reajuste de 19,4% foi anunciado ontem (1º) em Irecê, na Bahia, pela presidenta Dilma Rousseff.
O aumento deve provocar uma elevação de R$ 2,1 bilhões nas despesas do governo, este ano. Com o reajuste, os valores destinados às famílias de baixa renda passam para R$ 32 a R$ 242 por mês. O valor representa um aumento real de 8,7% acima da inflação do período de setembro de 2009 a março de 2011, superando a correção dada pelo governo ao salário mínimo.
Para os valores pagos na faixa etária até 15 anos de idade, o aumento poderá chegar a 45%. Os novos valores vão ajudar 50 milhões de pessoas, segundo o governo. Assim, uma família com dois filhos que hoje ganha R$ 112 passará a receber R$ 134. Atualmente, o programa atende a 12,9 milhões de famílias, que recebem de R$ 22 a R$ 200.
Fonte: Agência Brasil.
O Diário Oficial da União publica hoje (2) o decreto presidencial que reajusta os benefícios do Programa Bolsa Família a partir de abril. O reajuste de 19,4% foi anunciado ontem (1º) em Irecê, na Bahia, pela presidenta Dilma Rousseff.
O aumento deve provocar uma elevação de R$ 2,1 bilhões nas despesas do governo, este ano. Com o reajuste, os valores destinados às famílias de baixa renda passam para R$ 32 a R$ 242 por mês. O valor representa um aumento real de 8,7% acima da inflação do período de setembro de 2009 a março de 2011, superando a correção dada pelo governo ao salário mínimo.
Para os valores pagos na faixa etária até 15 anos de idade, o aumento poderá chegar a 45%. Os novos valores vão ajudar 50 milhões de pessoas, segundo o governo. Assim, uma família com dois filhos que hoje ganha R$ 112 passará a receber R$ 134. Atualmente, o programa atende a 12,9 milhões de famílias, que recebem de R$ 22 a R$ 200.
Fonte: Agência Brasil.
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