terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Terminal 2 do Salgado Filho voltou a operar no fim de semana

Nova estrutura agradou passageiros e obteve sucesso nas operações

Após passar por uma remodulação que exigiu investimentos de R$ 2 milhões e mais de três meses de obras, o Terminal 2 do Aeroporto Salgado Filho realizou 24 voos neste final de semana, desde que a Webjet passou a operar no local, na manhã de sábado. De acordo com o presidente da companhia, Fábio Godinho, os dois primeiros dias de funcionamento nas novas instalações foram tranquilos, sem atrasos significativos nas decolagens.

“Claro que ocorreu um ou outro desencontro de informação, mas já esperávamos isso nesta primeira semana”, afirma o executivo, destacando que a maioria dos passageiros estava bem esclarecida da mudança. Entre as “pequenas” dificuldades que surgiram, ele cita a dúvida de alguns taxistas em como acessar o terminal, “apesar da sinalização estar bem colocada.”

O terminal, que ficou quase uma década desativado, recebeu melhorias nas instalações, e conta agora com 22 novas posições de check-in, quatro posições de embarque e um balcão de informações da Infraero. De acordo com o superintendente do Aeroporto, Jorge Herdina, ainda irão ser feitas melhorias, como ampliação dos espaços, instalação de lojas de conveniências e implementação de um sistema de transporte que fará a interligação com o Terminal 1 e com o estacionamento de veículos. “Foi um trabalho árduo para realizar a mudança em tempo hábil, visando a atender de forma mais tranquila e eficaz”, destacou o superintendente, durante cerimônia de oficialização das operações da Webjet no local.

No próximo dia 15 de dezembro, o Terminal 1 do aeroporto estará desafogado em cerca de 25%, quando a Azul Linhas Aéreas se muda para a nova estrutura. Ao todo, três companhias podem operar nas instalações do Terminal 2, que foram adaptadas para melhorar o acesso de usuários, com ajustes nos balcões de check-in, sanitários e elevador.

Ontem, o auxiliar de serviços Dagson Magno de Lima embarcou pela Webjet pela terceira vez. “O acesso a este terminal está bem melhor”, elogiou Lima, que é cadeirante, e se diz valorizado com o espaço reservado para sua condição. A psicóloga Cláudia Pires de Albuquerque concorda que “com o novo terminal, tudo ficou melhor”. “Aqui é mais calmo e fácil de chegar na sala de embarque. O atendimento também ficou bem mais rápido.”

De acordo com o superintendente da Infraero, Carlos Alberto Silva Souza, o objetivo da reforma é justamente ampliar o nível de conforto do aeroporto que, com a reativação do antigo terminal, terá capacidade para atender a 1,5 milhão de passageiros por ano na nova estrutura. “Serão voos regulares, com até 30 operações diárias, atendendo a cerca de 3 mil pessoas por dia”, calcula.

“Também já temos projeto técnico concluído, e prestes a lançar licitação, para construção de um novo módulo operacional no Terminal 1, que agregará sala de embarque, três canais de inspeção e 20 balcões de check-in”, lembra Herdina, ressaltando que, neste caso, a meta é inaugurar o espaço em maio do ano que vem. Até 2014, serão investidos R$ 345,8 milhões na ampliação e reforma do Terminal 1. Com esses recursos, a estrutura passará dos 37,6 mil m2 para 56,4 mil m2.

O Pátio de Aeronaves também será ampliado, indo dos atuais 147,5 mil m2 para 167,5 mil m2. Ao final dessa etapa do empreendimento, o aeroporto será capaz de receber até 10 milhões de passageiros por ano. No momento, a Infraero está elaborando o orçamento dos projetos. A medida é objeto de um acordo de cooperação técnica com o governo do Estado do Rio Grande do Sul para a desapropriação de áreas.


Webjet aposta em Porto Alegre como base de crescimento da companhia em 2011
Ao oficializar o início das operações da Webjet no Terminal 2 do Aeroporto Salgado Filho, o presidente da companhia aérea, Fábio Godinho, destacou que Porto Alegre está dentro da estratégia de desenvolvimento da empresa. Ele anunciou crescimento acima de 90% em relação a 2009 e disse que, até o final de dezembro, terão sido mais de cinco milhões de passageiros transportados em 2010. “No início de 2011, teremos transportado 10 milhões de passageiros”, comemorou.

Neste ano, a companhia - que tinha duas aeronaves em 2008 - alcança a frota de 23 aviões. Três novos destinos foram incorporados em sua malha, a preços acessíveis: Foz do Iguaçu (PR), Navegantes (SC) e Ribeirão Preto (SP), todos com voos diretos para Porto Alegre, a partir de R$ 9,00.

“Encaramos a Capital gaúcha como base estratégica do futuro da companhia”, reforçou Godinho, lembrando que Porto Alegre, é uma das cinco bases regionais da Webjet, com manutenção de linha, pernoite de aeronaves, e tripulação fixa.

A partir de sexta-feira, a Webjet irá operar com cinco aeronaves e 13 voos diários na Capital. “Segurança, pontualidade, regularidade e bom atendimento são o nosso lema. E a reabertura do Terminal 2 reforça nossa proposta, pois oferece eficiência nas operações, com embarque e desembarque muito mais rápidos”. E tudo isso, segundo Godinho, deverá se refletir em preços mais baixos aos usuários da empresa.
Fonte:Jornal do Comércio

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

QUALIDADE DE VIDA

Teste, Você tem Qualidade de Vida ?

Qualidade de Vida é mais do que ter uma boa saúde física ou mental. É estar de bem com você mesmo, com a vida, com as pessoas queridas, enfim, estar em equilíbrio.

Isso pressupõe muitas coisas; hábitos saudáveis, cuidados com o corpo, atenção para a qualidade dos seus relacionamentos, balanço entre vida pessoal e profissional, tempo para lazer, saúde espiritual etc.

Ser competente na gestão da própria saúde e estilo de vida deveria fazer parte das prioridades de todos.

O teste a seguir, que foi elaborado pela CPH Tecnologia em Saúde, empresa voltada para o desenvolvimento de projetos na área de promoção de saúde e qualidade de vida, possibilita uma avaliação de seu nível de qualidade de vida.

Entre no link: QUESTIONÁRIO - TESTE DE AUTO AVALIAÇÃO
FONTE: htt://sitededicas.uo´.com.br

QUALIDADE DE VIDA

Motoboys sofrem com problemas psicológicos, segundo pesquisa da UFRGS

Estudo coordenado pela universidade mostra que 75% dos 101 motociclistas entrevistados apresentam algum distúrbio

Ao avaliar as condições de saúde mental de uma centena de motoboys em atividade nas ruas e avenidas da capital gaúcha, pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) desvelaram um cenário preocupante. Dos 101 entrevistados, 75% tinham ao menos um diagnóstico de doença psiquiátrica – de crises de ansiedade, mudanças bruscas de humor até transtornos de personalidade, incluindo uso abusivo de álcool e drogas.

Os profissionais foram recrutados junto a empresas de tele-entrega, a um estacionamento na Capital e ao Hospital de Pronto Socorro (HPS). No HPS, os investigadores obtiveram uma relação dos motoboys que haviam se acidentado entre 2006 e 2008 e entraram em contato com cada um deles para convidá-los a participar do levantamento – cujos resultados fazem parte de um trabalho lançado na segunda-feira, em Brasília, pelo Núcleo de Estudos e Pesquisa em Trânsito e Álcool (Nepta) da UFRGS, em parceria com a Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad) e com a equipe do professor Luis Augusto Rohde.

Os voluntários tiveram de responder a um questionário e passar por uma bateria de entrevistas e de avaliações psiquiátricas. Os resultados mostraram que mais da metade deles sofria de algum distúrbio psicológico e que 54% apresentaram dois ou mais diagnósticos. Entre os problemas mais comuns, estavam o abuso de drogas – com destaque para o álcool (43,6%), a maconha (39,6%) e a cocaína (32,7%) – e os transtornos de humor e de conduta, que aparecem em 60,4% dos casos.

Especialista propõe mais rigor na prevenção

Apesar de preocupantes, os resultados não chegam a surpreender o presidente do Sindicato dos Motociclistas Profissionais do Estado, Valter Ferreira. Para o sindicalista, o estudo mostra a realidade de muitos dos 15 mil motoboys em atividade na Capital, submetidos diariamente a situações de estresse extremo no trânsito:

– Essa pesquisa é importante, porque mostra que esses profissionais precisam de mais atenção. Muitos sofrem com más condições do trabalho.

A opinião encontra respaldo na pesquisa. Dos 101 participantes, 37 não tinham carteira de trabalho assinada, e a maioria circulava, em média, 9,8 horas por dia. Ainda segundo o estudo, 23 motoboys disseram trabalhar durante os sete dias da semana.

– A combinação entre esse tipo de atividade, o trânsito, patologias psiquiátricas e o uso de substâncias transforma o motoboy em uma bomba – avalia o coordenador do Nepta, Flavio Pechansky.

A solução para o problema, segundo o especialista, passa por um reforço na repressão aos infratores e por uma atuação mais eficaz dos Centros de Formação de Condutores (CFCs). Para a secretária nacional adjunta de Políticas sobre Drogas, Paulina Vieira Duarte, também poderá ser necessário desenvolver programas de apoio voltados especificamente para esse segmento.

Entrevista: “Rezo para voltar inteiro”

Um motociclista que trabalha 17 horas por dia admite que já teve problemas com álcool e afirma ser comum, entre colegas, o uso de drogas. A seguir, trechos da entrevista:

Zero Hora – Como é a sua rotina de trabalho?

Motoboy – Trabalho das 8h às 18h numa associação e das 18h30min à meia-noite como entregador de uma lancheria. Aos sábados, trabalho das 11h às 14h30min para uma galeteria e das 18h30min à 1h para a lancheria. Também trabalho no domingo das 11h às 15h, mas quero mudar isso.

ZH – Você já sofreu acidentes?

Motoboy – Entre quedas e batidas, acho que já sofri uns 10 ou 12 acidentes. Em 50%, a culpa foi minha. Por imprudência ou imperícia.

ZH – Você usa algum tipo de droga?

Motoboy – Tive problemas com álcool. Isso inclusive foi a causa de muitos desses acidentes que sofri.

ZH – Você sofre com estresse?

Motoboy – É como se fosse uma guerra. As ruas são um campo minado. Tem pedestre imprudente, motorista imprudente. Eu rezo todos os dias para voltar inteiro para casa.

Por que a Lei Seca patina

Consideradas fundamentais para o êxito da Lei Seca, as barreiras de fiscalização estão no centro de uma polêmica no Estado. Enquanto pesquisadores atribuem a agonia da nova legislação ao enfraquecimento das ações policiais, autoridades da segurança pública afirmam que as blitze não sofreram mudanças.

A controvérsia veio à tona a partir da repercussão de uma pesquisa desenvolvida pelo Núcleo de Estudos e Pesquisa em Trânsito e Álcool (Nepta), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), divulgada ontem em Zero Hora. Conforme o levantamento, mais da metade dos motoristas que bebem e frequentam bares em Porto Alegre admitem voltar para casa dirigindo. Em contrapartida, 63% deles garantiram ser favoráveis à Lei Seca, lançada em 2008.

Para os pesquisadores, a explicação para a incongruência estaria na fiscalização deficiente. Tanto que apenas 9,2% dos 1.070 entrevistados pela equipe do psiquiatra Flavio Pechansky relataram ter sido parados para fazer bafômetro.

Secretário Estadual da Segurança Pública à época do lançamento das novas regras, José Francisco Mallmann também lamentou os rumos da lei de tolerância zero ao álcool no Estado. De Brasília, onde atua na Secretaria Nacional de Justiça, Mallmann alfinetou o governo gaúcho:

– A luta contra o álcool era minha bandeira pessoal. Quando saí da Secretaria, as operações pararam.

A crítica incomodou o subcomandante-geral da Brigada Militar, coronel Jones Calixtrato dos Santos. Contrariado, o militar disse que as operações criadas por Mallmann continuam ocorrendo.

– A diferença é que agora a mídia não tem mais interesse, então as pessoas acham que as ações pararam.
Publicado em : 24/03/2010
Fonte : Zero Hora
Fonte: www.sotrans.com.br

Modos de Trabalhar e de Ser
de Motoboys: A Vivência
Espaço-Temporal
Contemporânea

Resumo: O presente trabalho discute a experiência de instantaneidade, velocidade e urgência que vem caracterizando a sociedade atual e que traz à cena novos personagens, como ilustra a figura do motoboy. Tratase de uma pesquisa exploratória descritiva que contou com vinte
participantes – motoboys de estabelecimentos de delivery de alimentos, e o presidente do sindicato da categoria. Os dados foram coletados através de entrevistas individuais semi-estruturadas, da realização de um grupo focal e de fontes documentais. A análise de conteúdo dos dados considerou o entendimento qualitativo da realidade social à luz da literatura pertinente. Os resultados indicam que o trabalho tipicamente imaterial dos motoboys condiz com a premissa de que “tempo é dinheiro”. Em relação aos seus modos de trabalhar e de ser, ressaltam-se: a autoimagem e a imagem de motoboy na mídia, a imposição e o controle dos
frenéticos ritmos temporais pela organização do trabalho, a relação ambígua estabelecida com a sociedade da urgência e o cotidiano do trânsito, que expõe frágeis laços de solidariedade de uma categoria cujos membros não querem ser motoboys para sempre.
Artigo:
Carmem Lígia Iochins Grisci, Priscila Daniel Scalco & Mayara Squeff Janovik
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
FONTE: PSICOLOGIA CIÊNCIA E PROFISSÃO, 2007, 27 (3), 446-461

domingo, 5 de dezembro de 2010

BC aponta suspeitos no Panamericano

Relatório indica 14 executivos, entre diretores e membros do conselho de administração, como 'supostos responsáveis' pelo rombo

O relatório do Banco Central (BC) sobre o caso do banco Panamericano aponta 14 executivos como "supostos responsáveis" pelo rombo de R$ 2,5 bilhões descoberto recentemente no banco do apresentador de TV Silvio Santos. Além dos oito ex-diretores, cuja citação já era esperada, o Banco Central incluiu na relação os então membros do conselho de administração.
Entre eles, Luiz Sebastião Sandoval, ex-presidente do Grupo Silvio Santos, e Guilherme Stoliar, sobrinho do apresentador e atual presidente do grupo. Na época em que as fraudes foram cometidas, o primeiro era presidente do conselho do Panamericano. Stoliar era um dos membros.
Colarinho branco. O relatório sucinto de ocorrência, do processo 1001496607, deve chegar esta semana à Polícia Federal. O Banco Central não atribui crime aos executivos, mas sugere eventual enquadramento na lei do colarinho branco, que trata de crimes contra o sistema financeiro, nos artigos 4, 6 e 10.
Nesses casos, a legislação prevê multa e pena de reclusão de até 12 anos para administradores de instituições financeiras condenados por gestão fraudulenta, por induzir a erro sócios, investidores ou autoridades públicas e por falsificar demonstrações financeiras.
De acordo com o relatório do Banco Central, o banco Panamericano adotou, "de forma sistemática e contínua, procedimentos de contabilização irregular", que provocaram a necessidade de uma injeção de mais de R$ 2 bilhões no patrimônio da instituição financeira. O documento não menciona o rombo calculado em R$ 400 milhões nas operações com cartões de crédito, porque essa área não está sob sua responsabilidade.
Os auditores do Banco Central identificaram dois tipos de fraudes: registro em balanço de ativos que não existiam, no valor de R$ 1,4 bilhão, referentes a carteiras de crédito que já tinham sido vendidas a outras instituições; e omissão na contabilidade de um passivo de R$ 670 milhões. O objetivo era inflar o balanço do banco.
"A extensão das irregularidades e a relevância dos valores envolvidos colocaram em risco a continuidade da própria instituição", afirma o relatório do BC. O banco só não quebrou porque Silvio Santos tomou empréstimo de R$ 2,5 bilhões no Fundo Garantidor de Crédito para cobrir o rombo, dando seu patrimônio como garantia.
Responsabilidade. Os oito ex-diretores do Panamericano seriam responsáveis, segundo o Banco Central, pela publicação de demonstrações financeiras "que não refletiam a real situação econômica do banco, induzindo a erro clientes, investidores, Banco Central e o sistema financeiro nacional em geral".
Procurados, Rafael Palladino, ex-presidente do banco, e Rafael de Aro, ex-vice-presidente e responsável pela auditoria interna da instituição, não quiseram se manifestar.
Os membros do conselho de administração entraram na relação de supostos responsáveis porque, segundo o BC, tinham poder para "eleger e destituir diretores, bem como fiscalizar a gestão deles, solicitar informações", além de aprovar as regras operacionais do comitê de auditoria, entre outras atribuições.
O conselho do Panamericano tinha sete pessoas. Além de Luiz Sandoval e Guilherme Stoliar, pessoas da mais absoluta confiança do Silvio Santos, faziam parte Rafael Palladino, o ex-presidente, e nomes conhecidos do mercado financeiro, como Wadico Bucchi, ex-presidente do BC, e o consultor Luis Paulo Rosemberg. Procurados pela reportagem, Sandoval não quis comentar a inclusão de seu nome no relatório do BC. Stoliar, Bucchi e Rosemberg não deram retorno.
Fonte: Agência Estado

Entenda o pacote financeiro - evitar bolha de crédito



Entenda o pacote e confira seus efeitos


1. COMPULSÓRIO - MEDIDAS
Elevação de 15% para 20% dos depósitos a prazo em bancos que têm de ser recolhidos ao BC. Também houve alta de 8% para 12% da alíquota adicional de depósitos à vista e a prazo.

ENTENDA
Depósitos à vista, que já tinham compulsório total de 53%, ficarão com 57%, e os a prazo sobem para 32%. A cada R$ 100 depositados em conta nos bancos, R$ 57 vão para o BC. Em aplicações,
a cada R$ 100 o BC vai absorver R$ 32.

PARA QUE
É um mecanismo para reduzir a quantidade de dinheiro disponível para crédito. Aplica-se a lei de mercado: com menos dinheiro circulando, o preço vai subir. Como o preço do dinheiro é o juro, vai ficar mais caro financiar.


O QUE SIGNIFICA
A partir do dia 13, deixam de circular cerca de R$ 61 bilhões no sistema financeiro.


2. MAIS RESERVAS - MEDIDAS
Maior exigência de capital para os bancos concederem crédito a pessoas físicas em prazos maiores que 24 meses – e no crédito consignado, acima de 36 meses. É feita por meio do aumento de 100% para 150% do Fator de Ponderação de Risco.

ENTENDA
A cada R$ 100 emprestados, a necessidade de capital sobe de R$ 11 para

PARA QUE
Com maior exigência de capital para lastrear operações de crédito, os bancos tendem a emprestar menos.

O QUE SIGNIFICA
É uma tentativa de reduzir o risco das operações de prazo mais longo. Especialmente no caso de
veículos, o valor da garantia, que é o próprio carro, diminui de proporção em relação ao valor do saldo devedor.




FUGIR DO CUSTO MAIOR VAI DEPENDER DARELAÇÃO ENTRE´PRAZO E ENTRADA:

Entre 24 e 36 meses: entrada maior que 20%
Entre 36 e 48 meses: entrada maior que 30%
Entre 48 e 60 meses: entrada maior que 40%
Acima de 60 meses: independe da entrada.



LINHAS SEM APERTO NOS PRAZOS

  • Crédito rural


  • Crédito habitacional


  • Veículos de carga

3. ELEVAÇÃO DE GARANTIAS - MEDIDAS
O limite do valor protegido pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) sobe
de R$ 60 mil para R$ 70 mil por depositante.

ENTENDA
O FGC foi criado em 1995 para assegurar depósitos e créditos de correntistas em caso de problemas. Mesmo que o banco quebre, o cliente receberá de volta até R$ 70 mil. Acima disso, vai depender da recuperação do banco.

PARA QUE
Objetivo é dar mais segurança aos correntistas, depois do rombo de R$ 2,5 bilhões do Banco Panamericano, ligado ao Grupo Silvio Santos.

O QUE SIGNIFICA
É uma tentativa de eliminar incertezas no sistema financeiro.

4. NEGÓCIOS ENTRE BANCOS - MEDIDAS
Foi reduzido de 45% para 36% o limite de dedução do compulsório sobre depósitos a prazo em compra de carteira e depósitos interfinanceiros até 30 de junho de 2011.

ENTENDA
O aumento da dedução de compulsórios havia sido uma das medidas de combate a crise adotada no final de 2008, para incentivar negociações entre bancos e assim garantir a boa situação do
sistema financeiro.

PARA QUE

Com menos deduções de compulsórios,negócios entre bancos se tornam menos atrativos e se aperta a fresta para transações de fachada com objetivo apenas de liberar recursos do compulsório.


O QUE SIGNIFICA

É mais um sinal de preocupação com o tipo de operação que se tornou a origem do rombo do Banco Panamericano.
Fonte: Zero Hora

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Como tornar-se empreendedor

De ‘cientista maluco’ a empreendedor
Com mais de 40 invenções no currículo, gaúcho desenvolve máquina de fazer sushi e começa a ganhar dinheiro com a criação de modelo de franquias

A especialidade do gaúcho Eugênio Ferrão é inventar. Ele já criou sandálias sem tiras, tijolos ecológicos e até embalagens para produtos da Nestlé. São mais de 40 invenções na carteira – algumas não deram certo e outras tiveram suas patentes vendidas a terceiros. Mas foi a sua última ideia que o fez sair da condição de "cientista maluco" – como ele diz ser chamado por aí – para a de empreendedor. Ferrão criou uma máquina de fazer sushi e fez a invenção virar uma rede de franquias.

DivulgaçãoEugênio Ferrão apresentou seu invento em feira do Sebrae, em SPNuma feira de empreendedores promovida pelo Sebrae há duas semanas em São Paulo, o estande de Ferrão era um dos mais movimentados. Depois de verem a máquina em funcionamento, os curiosos queriam conhecer o inventor, mas custavam a acreditar que a engenhoca tinha saído da cabeça daquele homem que nem de longe lembrava um oriental.

Ferrão teve de contar e recontar sua história. Ele é dono de um restaurante japonês em Balneário Camboriú, em Santa Catarina. Montou o negócio há dois anos porque gosta de comida japonesa e precisava garantir uma renda que bancasse seus inventos. Mas não estava contente com os preços do cardápio. "Queria oferecer um produto mais acessível e não conseguia fazer isso bancando os custos do sushiman, uma mão de obra especializada e cara", conta. Aí, entrou em cena, de novo, o inventor. Ferrão desenvolveu uma máquina que, operada por qualquer pessoa, faz sushis e sashimis padronizados.

Há moldes para colocar a alga, o arroz e o recheio, um em cima do outro. Depois, com a ajuda de uma alavanca, faz-se um rolinho. Com outro molde é possível cortá-lo em tamanhos iguais. "Isso gerou polêmica: os sushimen dizem que estou quebrando uma tradição milenar", conta Ferrão. "Mas acho que estou criando uma alternativa." O empresário diz que, com a máquina, conseguiu reduzir o custo do cardápio em 60%. O combinado com 30 peças custa R$ 28.

Por enquanto, é o próprio Ferrão que fabrica a engenhoca. É o "Japa Express". Com a ajuda do Sebrae, ele criou um modelo de franquia com três opções de investimento: R$ 36 mil, para empreendedores individuais; R$ 78 mil para o quiosque e R$ 88 mil para o "mini-restaurante". O retorno, segundo ele, seria obtido entre 15 e 24 meses.

A primeira parceria foi firmada com o grupo Pão de Açúcar, que vai adotar as máquinas em alguns supermercados da rede como projeto-piloto.

O vice-presidente da Gendai, uma franquia de comida japonesa com quase duas décadas de mercado, diz que o novo concorrente está no caminho certo. "A tendência, no nosso ramo, é cada vez mais reduzir a mão de obra. Esses profissionais estão ficando escassos e caros", diz Carlos Sadaki.

Não basta inventar

Até encontrar uma ideia com potencial para ganhar mercado, Ferrão viveu de altos e baixos. A patente da sandália sem tiras, por exemplo, foi vendida para uma empresa do Panamá porque não foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Por conta de exemplos como esse, é comum que o inventor tenha dificuldades de passar à condição de empreendedor. "Sem capital para colocar o produto no mercado, a única alternativa que resta a essas pessoas é abrir mão do invento para que uma empresa aproveite por ele aquela oportunidade", diz Reinaldo Miguel Messias, consultor do Sebrae-SP.

Ele ressalta que mais importante do que ter uma boa ideia é saber apresentá-la ao mercado e convencer as pessoas de que o produto é útil, funcional e tem valor. "Criar é barato, difícil é vender", diz Messias.
Fonte: Agência Estado

Vagas de AJUDANTE - COMPLEXO GM GRAVATAÍ no Rio Grande do Sul

Função:AJUDANTE - COMPLEXO GM GRAVATAÍ
Estado:Rio Grande do Sul
Cidade:Gravataí - RS
Categoria:Logística, Suprimentos, Armazém - Auxiliar / Operadores
Número de vagas:2
Descrição:TRABALHAR DENTRO DA GM - GRAVATAÍ CONTROLAR ESTOQUE DOS PRODUTOS AUXILIAR CARGA E DESCARGA LIMPEZA DO DEPARTAMENTO INSPECUINARCARRETAS
Exigências
Estudos Mínimos:Ensino Fundamental (1º grau)
O que esta vaga oferece
Benefícios adicionais: Assistência médicaAssistência odontológicaVale-refeiçãoVale-transporte
Salário:R$ 800,00
Tipo contrato:Efetivo – CLT

Setor da empresa:Recursos humanos
Porte da empresa:Pequeno (até 200 funcionários)
Descrição:Consultoria e Assessoria Organizacional
Estado:Rio Grande do Sul
Cidade:Cachoeirinha - RS
Descrição da Vaga de Emprego
Se oferece 2 vaga/s para trabalhar no Rio Grande do Sul na área profissional Auxiliar / Operadores
Função:AJUDANTE - COMPLEXO GM GRAVATAÍ
Estado:Rio Grande do Sul
Cidade:Gravataí - RS
Categoria:Logística, Suprimentos, Armazém - Auxiliar / Operadores
Número de vagas:2
Descrição:TRABALHAR DENTRO DA GM - GRAVATAÍ CONTROLAR ESTOQUE DOS PRODUTOS AUXILIAR CARGA E DESCARGA LIMPEZA DO DEPARTAMENTO INSPECUINARCARRETAS
Exigências
Estudos Mínimos:Ensino Fundamental (1º grau)
O que esta vaga oferece
Benefícios adicionais: Assistência médicaAssistência odontológicaVale-refeiçãoVale-transporte
Salário:R$ 800,00
Tipo contrato:Efetivo – CLT
Jornada:Período Integral

Candidate-se a esta oferta:
Fonte: InfoJobs.com.br